Alguns, relativamente poucos, sabem que minha data de nascimento é 01/10 (agora já não é mais segredo). A não ser por duas coisas, chamaria tal data de aniversário: pelo fato de usualmente esquecer a data e também por ser suficientemente reflexiva e traumática para não querer saber de festinha.
Tanto é que nem cobro presentes ou parabenizações, ou como diria o Michel, melhor esperar pelo pior, o que vier de bom é lucro. Entretanto sempre há os pequenos presentes (materiais ou ideológicos, mais a segunda opção) que salvam um dia que pra mim nada mais é do que um dia normal onde (quem sabe) alguma pessoa se preocupe em lembrar que você existe. Não posso reclamar das usuais (família, melhores amigos) e, ao menos desta vez, as que eu esperava que lembrassem por um mínimo de consideração apareceram. Não foi de todo ruim.
E pra provar que você não ganha nada se não fizer por merecer, fui eu me dando meus pequenos presentes: um PSP (único material, comprado por mim e após isso novamente enrolado em dívidas), uma visitinha aos Gazeta (Tiago lembrou de mim antes de ir lá, achei que valeria a pena passar a tarde revendo o pessoal da marina e valeu de fato), um bom banho de chuva e a impressão de que foi um dia igualzinho os outros, ou seria se eu não fizesse minha parte quanto a isso. Dois parabéns atrasados de duas pessoas que eu esperava não esperando aparecer (e dois de dois amigos que não me acharam on antes, Rinaldi e Sargaço), e a sensação de que por mais que nem sempre pareça sempre há pessoas que se recordam que você existe.
O saldo? Aquele clichê que caiu no imaginário popular ainda cai bem… 850 reais de dívidas, alguns trocados gastos com pãezinhos e coca-cola pro café da tarde, e a sensação sem preço de que daqui pros próximos dias pode não mudar patavinas, mas que algumas coisas valem a pena serem feitas.
Leave a comment